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insone

São Paulo, SP, Brasil

Mais uma vez vivendo aquela história de: meu deus, sumi, como é que volta? E de relembrar as coisas que prometi postar por aqui, não postei e nem sei se vou ou quero mais postar, pois é. Quando acho que a vida tá se encaminhando pra entrar nos trilhos, um vagão descarrila e manda todos meus planos para casa do carilho {levando o meu bujo bonito junto}. Os dias andam passando de forma estranha. Não lembro mais de nada -de bom- que eu tenha feito esse ano. Minha memória, que sempre foi razoavelmente boa pra datas, resolveu parar de funcionar. Lembro de coisas que não tenho mais certeza se aconteceram em 2020 ou em qualquer outro ano. As alegrias chegam e vão embora rápido, bem pouco comemoradas, porque os problemas andam ocupando todos os espaços disponíveis da minha cabeça, onde fico remoendo tudo que tem acontecido no modo repeat e acabo com toda minha energia pra fazer qualquer coisa que vá além das minhas mínimas obrigações diárias {apesar que até nesse ponto eu tenho falhado também}.

Em junho eu me sentia cansada por pensar em todo o caos desse país nesse cenário de desgoverno e pandemia, hoje me sinto exausta em todos os aspectos da minha vida — só queria ir pra bem longe, recomeçar em um novo lugar, de preferência no meio do mato e com outro nome também, deixando tudo e todos pra trás {com a ilusão de que os problemas e pensamentos horríveis não iriam me seguir pra onde quer que eu fosse}. Em dias que tenho desejos mais simples e reais -que deveriam poder ser realizados de forma mais fácil- eu só queria conseguir dormir, mas passo a madrugada acordada rolando de um lado pro outro na cama, até que desisto e venho para o notebook tentar trabalhar {coisa que raramente também consigo fazer de forma eficaz}. Hoje, insone, resolvi escrever esse post e dar algum sinal de vida nesse blog. Ao menos tenho o gato Charlie pra me fazer companhia e aliviar um pouco todo esse caos da minha cabeça, às vezes me pergunto se realmente mereço esse amor incondicional que ele me dá todos os dias.

Enfim, esse post nada mais é do que um desabafo, contando 1% do que anda rolando por aqui. A vida acontece e a gente que se vire pra dar conta. Espero conseguir voltar {ainda esse ano, de preferência} com uma ~vibe um pouco melhor, por hoje isso é o que temos. Se cuidem e lembrem-se que a pandemia não acabou.

Beijos,

K.


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