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tô cansada

São Paulo, SP, Brasil
Esse post tá aqui pra tentar manter o 52 weeks vivo nessa ~décima semana, enquanto me pergunto se faz algum sentido me esforçar pra isso. Desde o começo da pandemia tenho tentado focar em um momento por vez, tentado equilibrar o caos com coisas bonitas, buscado encontrar refúgio na escrita e nesse blog, em uma tentativa de me manter sã. Mas infelizmente nós temos problemas muito maiores nesse país do que "apenas" lidar com um vírus que mata mais de mil pessoas por dia: também precisamos aturar um presidente genocida que QUER que isso aconteça — especialmente se for pra matar pretos e/ou pobres. A gente dorme vendo absurdos acontecerem e assiste outros ainda maiores no café da manhã. Não existe dia de paz. Tenho me questionado qual o valor de qualquer coisa que eu faço ou crio, se faz algum sentido buscar refúgio em qualquer lugar no meio desse caos. Me perguntado quão exausta ainda posso ficar (mesmo com todos os meus privilégios) e qual o meu papel no meio disso tudo. Às vezes eu só queria ter uma bomba, em outras eu só queria desaparecer. Mas, como vi nesse tweet da Aline e não poderia concordar mais: "a coisa que mais certeira de ser adulto é perceber que o mundo realmente não para pra você ficar triste e recolher seus caquinhos, ele vira um brinquedo samba de parque de diversões e você que se vire". E aí a gente vai se virando como dá.

Foto feita em 2017 em uma exposição do Sesc 24 de Maio
Leiam esse texto do Pablo Villaça sobre o que aconteceu com Miguel.
Assinem a petição com o pedido de justiça.


Até mais.
K.

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